Acreditar na juventude é apostar no Brasil
Jamais o Brasil teve e dificilmente terá tantos jovens com tem hoje. São mais de 50,5 milhões de brasileiros com idade entre 15 e 29 anos, o que equivale a um quarto da população do país.
Cerca de 8 milhões formam a juventude rural do país, porém, dados oficiais comprovam que os migrantes rurais brasileiros são cada vez mais jovens e, entre eles, é cada vez mais crescente o número de moças. Isso resulta em problemas de sucessão das propriedades, maculinização do meio rural, entre outros. São novos conceitos, novos desafios que precisam ser enfrentados, tanto pelo governo federal, como pelo governo estadual e municipal.
Não há dúvida da importância do papel da juventude para o desenvolvimento da nação. Cumprindo o que prometeu, desde o primeiro ano, o governo Lula realiza uma série de ações para consolidar uma política nacional para a juventude, que garanta direitos e crie oportunidades para todas as juventudes do nosso país.
A preocupação com a juventude é de fato um dos grandes desafios e um diferencial do atual governo. Os programas, projetos e ações desenvolvidos em diferentes ministérios estão proporcionando a inclusão social, econômica e cultural de milhares de jovens. Exemplo disso são os programas ProJovem, ProUni, Pronaf Jovem, entre outros.
Mas é preciso avançar mais. Precisamos responder as demandas imediatas e históricas dos nossos jovens, percebendo-os nas suas diferenças e diversidades. Portanto, garantir o acesso a políticas públicas e impulsionar a participação e o protagonismo é fundamental para afirmar a juventude brasileira como sujeito social e sujeito de direito.
Para isso é necessário que a política pública para a juventude não seja apenas uma desafio do atual governo. É necessário que ela o transcenda, avance para os demais poderes e territórios brasileiros e se transforme numa política de Estado.
Aos poderes executivos municipais, estaduais e federal cabe a implementação das políticas públicas da juventude. Ao poder legislativo, a elaboração e implementação do Plano Nacional e Estadual de Juventude, do Estatuto da Juventude e da PEC 138/03, que inclui na Constituição o termo "Juventude". Só a articulação e o compromisso dos entes governamentais e a pressão e participação juvenil garantirão a superação dos problemas vividos pela juventude.
*Deputado Estadual Dirceu Dresch